PENSANDO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA



Há algum tempo vem se discutindo no Brasil, e em todo mundo, sobre a Educação Inclusiva.
O que ela significa... A quem ela contempla... E como ela deve acontecer... São dentre outros, alguns dos questionamentos que permeiam essas discussões. E como sabemos, tem trazido alguns resultados, mesmo que estes ainda sejam de forma lenta e gradual.
Rosita Edler, em seu livro Educação Inclusiva: com os pingos nos “is”,  nos leva a pensar sobre os significados de ESCOLA  e de  INCLUSÃO, e nos faz entender que não há como continuar pensando em Escola como espaço físico onde se ministra sistematicamente o ensino coletivo. E de igual forma se torna inadmissível  pensar em Inclusão  como o ato de inserir, pois se continuarmos pensando dessa forma os alunos com necessidades educacionais especiais continuarão como figurantes  nas salas de aula regulares.
Há que se entender que a INCLUSÃO, não aborda somente alunos com deficiência física, intelectual, auditiva... Mas fala de todos aqueles alunos que por algum motivo, não conseguem acompanhar com “ritmo” da escola. 
Dessa forma, pensar em ESCOLA e em INCLUSÃO, atualmente, requer  a ciência da importância da abertura de espaços, onde barreiras são removidas para que efetivamente ocorra aprendizagem e participação de TODOS os alunos envolvidos no processo. E também, para que  a diversidade seja vista como um ponto de partida.
EDLER, também, nos fala das funções da escola Inclusiva e mostra que, como vimos, A escola Inclusiva é aquela onde  ensinar e aprender são processos dinâmicos. Onde a aprendizagem não fica restrita ao seu espaço, nem nos alunos. O aluno é visto como agente de sua aprendizagem. 
Para que cumpra a sua função inclusiva é dever da escola:

ü     Ter como base filosófica os QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO estabelecidos pelos grupos da UNESCO.


 Pensar o aluno como um ser integral e valorizar as habilidades que ele precisa adquirir para aprender a ser, conviver, aprender e viver, ou seja, ajudar ao aluno (ditos normais e PNE’s) a se desenvolver e criar bases para a vida, respeitando seus limites.


ü     Criar espaços dialógicos entre os professores para que semanalmente possam reunir-se em grupo para estudo e troca de experiência.


Professores que trabalham em grupo, são aqueles que mais se preocupam com o resultado do seu trabalho. A participação efetiva no grupo permite que ele se sinta Importante (como de fato é) no processo de aprendizagem. Pensando juntos eles terão mais facilidade para desenvolver estudos e pesquisas que permitam ressignificar as práticas desenvolvidas em busca de adequá-las ao mundo em que vivemos.
Essa é uma das principais ações que a escola deve manter, não somente para pensar na questão inclusiva, mas para pensar no funcionamento da escola de um modo geral.


ü     Respeitar as diferenças individuais e o multiculturalismo entendendo que a diversidade é uma riqueza e que o aluno é o melhor recurso de que o professor dispõe em qualquer cenário de aprendizagem.


Ponto de partida da escola que almeja trabalhar com a Educação Inclusiva, pois não há como trabalhar inclusão sem trabalhar a diversidades e o respeito a essa diversidade. Uma escola inclusiva será aquela em que todos os seus sujeitos, (alunos, professores, diretores, inspetores, supervisores...) estejam cientes do verdadeiro significado da diversidade e trabalhem com ela de forma natural.
Agindo dessa forma a escola estará apta a acolher TODOS os alunos oferecendo-lhes condições de aprender e participar.

ü     Criar vínculos estreitos com a família e com a comunidade, conquistando a cumplicidade de seus membros.



Com essa atitude a escola traz para dentro de si mais um elemento de fundamental importância para o seu bom funcionamento. A comunidade e a família são efetivamente para onde os alunos retornam depois das aulas e é nela que eles aplicam os conhecimentos construídos. Nada melhor, do que fazer com que essa comunidade/família, se sinta parte integrante desse processo de aprendizagem e esteja ciente de quais são os verdadeiros objetivos da escola. Incluir a família e a comunidade também faz parte do processo de educação inclusiva.

ü     Promover todas as condições que permitam responder às necessidades educacionais especiais para a aprendizagem de todos os alunos de sua comunidade.


A escola inclusiva precisa estar amparada com os recursos materiais que atendam as necessidades dos alunos. A sala de recursos seria um bom começo. Mas ela também precisa de profissionais especializados que saibam qual é o tipo ideal de trabalho para que determinado aluno seja atendido. Assim, há que se pensar em cursos onde todos os profissionais da escola possam se especializar.



Sonho? Não. Eis o grande desafio da escola Inclusiva, lutar e adquirir todos os recursos materiais e humanos, de que necessita para que os alunos sejam atendidos em suas necessidades.
 Se conseguir colocar em prática todas as ações acima, com certeza veremos melhoras e teremos uma escola andando a passos largos em direção a INCLUSÃO. Mas para isso é necessário que todos estejam envolvidos e engajados no processo. 


Espero que tenham gostado
Amanhã falaremos sobre as
Modalidades  da Educação Especial,
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